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Paulo Camargo
Paulo Camargo

Gerente-geral na América Latina da General Electric Intelligent Plataforms

"Não se deve pensar em barramento de campo sem considerar a estratégia completa de automação."

Automação integrada: qual o Bus adequado para o seu chão de fábrica

Por que tantos barramentos e protocolos? Os protocolos que estão rodando na Ethernet são interoperáveis? A rede wireless é a continuidade do barramento de campo?

Essas foram algumas das questões discutidas durante o II NEI International Industrial Conference & Show num brainstorm sobre automação integrada moderado por Paulo Camargo, gerente-geral na América Latina da General Electric Intelligent Plataforms, e que contou com a participação de Libânio de Souza, diretor de desenvolvimento da Smar; Carlos Fernando M. Albuquerque, gerente de segmentos verticais de processos da Siemens; e Paulo Rocha, líder da área de negócios, visualização e controle da Rockwell Automation.

Os primeiros barramentos desenvolvidos operavam isoladamente. Com a maturidade tecnológica que atingiu a área de comunicação industrial nos últimos anos - o que possibilitou a criação de diversos protocolos, a importância da automação integrada ganhou relevância. "Não se deve pensar em barramento de campo sem considerar a estratégia completa de automação", afirmou Paulo Camargo.

A automação integrada é um dos grandes desafios da indústria e contará cada vez mais com o trabalho conjunto das áreas de TA - Tecnologia da Automação e TI - Tecnologia da Informação. Em muitas plantas industriais, as máquinas não estão preparadas para permitir a integração de bases de dados, o que prejudica de certa forma a interoperabilidade de produção e gestão, por exemplo.

Possivelmente, segundo os especialistas, não teremos uma rede única ligando todos os dispositivos de uma fábrica, mas, com a criação de uma arquitetura específica, poderemos trabalhar o conceito de células e possibilitar o tráfego de informação entre elas.

A integração de I/Os com tecnologia wireless também foi levantada como uma nova oportunidade. A tecnologia wireless é considerada confiável para a transmissão e segurança dos dados, mas sua grande limitação é a velocidade. A maioria das aplicações atuais para um processo contínuo exige uma velocidade que ainda não se consegue com o wireless. Mas essa tecnologia está evoluindo muito.

A visão de futuro

Ao escolher um protocolo, o usuário geralmente olha para suas necessidades atuais, sem prever as futuras. Por isso, uma das recomendações dos especialistas é estudar que recursos serão necessários daqui a dois, três anos, por exemplo, para que a rede digital possa expandir-se e atender novas aplicações. Se essa previsão não for feita, o usuário vai enxergar lá na frente limitações na solução que adquiriu, e o investimento inicial será prejudicado. Essa análise precisa ser feita com rigor.

Os barramentos de campo

Eles permitem transportar pacotes de dados dentro de um limite de tempo, gerenciar o tráfego cíclico de diferentes comprimentos e acíclico dentro do limite de tempo, além de permitir uma quase simultaneidade de dados e prover a indicação de consistência temporal. No tráfego acíclico, provê meios para reconhecer a sequência de mensagens. Eles também possibilitam transferir dados de um nó para outro ou de um nó para um conjunto de nós e garantem alta imunidade a ruídos e outras interferências.

Ao escolher um barramento, é importante que o usuário conheça:

  • a real necessidade de aplicação: o que quero resolver e como posso chegar a uma topologia mais simples;
  • os recursos disponíveis para a manutenção da instalação;
  • a segurança da informação. Nesse item, pode-se pensar em estratégias de automação com níveis diferentes de proteção da rede.

De acordo com o conteúdo apresentado por Paulo Camargo, as vantagens de se usar as redes de campo são:

  • redução de custos de planejamento, cabeamento, montagem, comissionamento e manutenção;
  • disponibilização de uma gama maior de sinais de monitoração, diagnósticos, controles e alarmes;
  • maior facilidade no comissionamento e startup;
  • maior facilidade para a manutenção (maior disponibilidade da planta);
  • redução de custos com hardware do CLP compensa os custos adicionais da instrumentação e dos dispositivos.

Veja entrevista com o palestrante





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